terça-feira, 25 de setembro de 2012

30º Dia - Conselhos (1ª parte)


   No tema de hoje, aproveitarei pra levantar um ponto, na verdade uma questão que pude observar nos acontecimentos recentes do meio druidico, inclusive por uma questão, que ao meu ver teria uma resolução simples, mas antes de começar, deixo claro que minha argumentação aqui não visa defender nenhum lado, mas sim criticar as atitudes dos envolvidos e criar a oportunidade pra iniciar uma nova reflexão que inclui também questões éticas.
   É amplamente sabido dentro de nosso meio (ou deveria ser) que nos tempos remotos do auge da sociedade pré-cristã, nossos ancestrais espirituais, druidas (e na transição católica) também os filidh, exerciam as funções legais na tribo, sendo assim, nossos predecessores de tradição tinham a responsabilidade da jurisdição, da mediação de conflitos e de julgamento, tais responsabilidades exigiam do praticante uma série e habilidades, como discernimento, equilíbrio emocional, imparcialidade, serenidade, entre outras.
   Dada essa introdução da idéia, vamos a exatamente o que eu quero passar. Todos temos como modelo de prática a valorização dessas habilidades/capacidades, e por essa razão estamos trilhando esse caminho, por ser uma trilha que também nos fará pessoas melhores, e agora repito estas afirmações, que já expus em outros dias, pois a reação envolvida na questão da página de humor, a atitude dos envolvidos me deixaram decepcionado, e atento a falta da aplicação prática dos conceitos que são tão importante e plenamente pregados por nós.
   A questões aqui colocada, não tem a intenção de censurar a expressão dos pensamentos, nem dos sentimentos em relação a algo, pelo contrario. Eu particularmente achei interessante a abordagem do humor, e concordo que algumas piadas mexeram com questões delicadas, envolveram valores sociais, mas toda opinião deve ser comedida em sua expressão e na forma como é exposta.
   Agora chego finalmente no ponto chave de toda minha crítica/reflexão, se nós descentes de tradição dos legisladores, mediadores, juristas e juízes, se não conseguirmos nos acertar numa questão tão simples, sem apelar para uma exposição agressiva de seu ponto de vista, se nós não conseguimos mediar nós mesmo, como pessoas, como é que pretendemos dar um exemplo para tanto aqueles que deveríamos servir na qualidade de druidas, tanto àqueles a quem pretendemos ensinar dentro do nosso caminho, diante de todo acontecido, eu vi uma necessidade muito grande de refletirmos sobre a aplicação das virtudes tão preciosas a nós em nossas próprias vidas, pararmos pra reavaliar nossa visão sobre a espiritualidade que seguimos e sua prática mais intimista. Deixo o convite a reflexão, pois a questão que mais me preocupa, e também o foco da minha argumentação é que consegui enxergar atitudes semelhantes sendo tomadas em quaisquer fossem as divergências de ponto de vista (opinião) independente da questão em foco.
   Espero do fundo do coração que minhas palavras catapultem uma mudança benéfica a todos que lerem, sem que dê inicio a discussões, pois como disse no inicio, não tomo partido nenhum no ocorrido, mas vi uma questão maior que fere igualmente toda a comunidade.
   (Escreverei mais um texto pra finalizar oficialmente meus 30 dias com outras considerações)
    Mil bênçãos e inspiração a todos.
    Até amanhã...

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